domingo, 21 de fevereiro de 2016

MP denuncia policiais por execuções de três jovens já rendidos em favela da Zona Norte do Rio




Alex Sandro Oliveira e Rodrigo Machado foram levados já mortos ao hospital
Alex Sandro Oliveira e Rodrigo Machado foram levados já mortos ao hospital Foto: Reprodução
Rafael Soares
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Pouco mais de sete anos após a morte de três jovens durante uma operação do 9º BPM (Rocha Miranda) na favela Jorge Turco, em Honório Gurgel, na Zona Norte, a versão apresentada por dois policiais foi desmontada por uma força-tarefa da 40ª DP (Honório Gurgel) e do Ministério Público. Segundo a investigação, o laudo de necrópsia dos três jovens revela que eles estavam rendidos quando foram executados. Os PMs Flávio da Silva Souza e Marcos Gileno Alves Pereira, que afirmaram na delegacia que houve confronto com as vítimas, foram denunciados pelo homicídio.
Segundo a perícia feita nos corpos, Rodrigo Parreira Machado, de 23 anos, foi ferido por cinco disparos de arma de fogo, sendo um na região do peito, quando ele já estava deitado no chão. Alex Sandro Alves Oliveira, de 18, também foi atingido por cinco disparos, um deles à curta distância. Já o adolescente Jenilson de Oliveira, de 17 anos, foi alvo de sete disparos, sendo um no rosto.
De acordo com a denúncia, assinada pelo promotor Alexandre Themístocles, “os ferimentos nas mãos das três vítimas, caracterizadas como lesões de defesa, indicam que elas foram subjugadas durante a execução do delito”. Após o crime, os três jovens, já mortos, foram levados ao Hospital estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes — com o objetivo de “impedir a realização de perícia no local do crime”, segundo o documento.
A iniciativa da 40ª DP e do MP tem como objetivo enviar à Justiça todos os inquéritos de mortes cometidas por policiais em serviço que tramitavam na delegacia. Até agora, oito PMs foram denunciados.
Último caso
Na última quarta-feira, a 40ª DP fez a reprodução simulada da morte de Vitor Hugo Guimarães Sena, de 18 anos. O caso do jovem é o último entre os 50 inquéritos de auto de resistência que estavam sendo investigados pela distrital. Durante a reconstituição, o depoimento do subtenente Darcy de Souza Santos, que admitiu ter feito disparos de fuzil contra Vitor Hugo, foi contraposto ao laudo de necrópsia do cadáver — que apontou que o disparo foi feito à curta distância — e ao depoimento de uma testemunha ocular, que afirmou que a vítima não portava arma. Na delegacia, os policiais apresentaram uma pistola e afirmaram que foi encontrada com o jovem.
Policial dentro da casa onde o crime aconteceu
Policial dentro da casa onde o crime aconteceu Foto: Divulgação


Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/mp-denuncia-policiais-por-execucoes-de-tres-jovens-ja-rendidos-em-favela-da-zona-norte-do-rio-18705072.html#ixzz40qF8B2ZB

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